Ambev: como nasceu a maior cervejaria da América Latina
A história da Ambev, criada em 1999 pela fusão de Brahma e Antarctica: a formação da AB InBev, as marcas, as fábricas e a automação das linhas de envase.

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos, também chamada de setor de bens de capital, é a que fornece os tratores, colheitadeiras, motores, compressores, tornos e equipamentos de mineração que fazem o resto da economia funcionar. É também uma das mais sensíveis ao ciclo econômico e ao crédito, o que faz de seu desempenho um termômetro do investimento no país.
Este artigo lista as maiores fabricantes de máquinas e equipamentos que produzem no Brasil, combinando grupos nacionais e multinacionais com fábricas no país. A seleção usa como referência a segmentação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e os rankings de receita do Valor 1000 e do Melhores & Maiores, ambos na edição de 2025 (ano-base 2024).
A WEG, de Jaraguá do Sul (SC), é a maior fabricante brasileira de bens de capital. Fundada em 1961, produz motores elétricos, inversores e acionamentos, transformadores, geradores, turbinas eólicas, tintas industriais e equipamentos de eletrificação, com receita líquida de cerca de R$ 38 bilhões em 2024 e fábricas em quatro continentes. Sua trajetória está na história da WEG.
Dona das marcas Case IH e New Holland em máquinas agrícolas e Case em máquinas de construção, a CNH Industrial é uma das maiores fabricantes de equipamentos instaladas no país. Produz tratores e colheitadeiras em Curitiba (PR), colhedoras de cana em Piracicaba (SP), colheitadeiras e plantadeiras em Sorocaba (SP) e máquinas de construção em Contagem (MG). O Brasil é um dos maiores mercados do grupo no mundo.
A John Deere opera no Brasil desde a associação com a SLC, em Horizontina (RS), onde produz colheitadeiras. Tem ainda fábricas de tratores em Montenegro (RS), de colhedoras de cana e plantadeiras em Catalão (GO) e de máquinas de construção em Indaiatuba (SP). É referência em agricultura de precisão e conectividade de máquinas.
A AGCO reúne duas das marcas mais tradicionais do campo brasileiro. A Massey Ferguson produz tratores em Canoas (RS) e a Valtra, em Mogi das Cruzes (SP); as colheitadeiras saem de Santa Rosa (RS) e os implementos, de Ibirubá (RS). A Massey Ferguson foi, por décadas, a marca de tratores mais vendida do país.
A Caterpillar fabrica no Brasil desde a década de 1970 e mantém em Piracicaba (SP) uma das maiores plantas do grupo fora dos Estados Unidos, produzindo motoniveladoras, retroescavadeiras, pás-carregadeiras e tratores de esteira. Em Campo Largo (PR) produz escavadeiras hidráulicas. É a principal fornecedora de máquinas de construção e mineração do país.
Concorrente direta da Caterpillar, a Komatsu tem fábrica em Suzano (SP), onde produz escavadeiras, pás-carregadeiras e tratores de esteira, além de equipamentos florestais. É forte em mineração e infraestrutura e vem ampliando a oferta de máquinas conectadas.
A Romi, de Santa Bárbara d'Oeste (SP), é a maior fabricante brasileira de máquinas-ferramenta e de máquinas de injeção de plástico. Fundada em 1930, produz tornos CNC, centros de usinagem e injetoras, além de fundidos e usinados pesados. Foi ela que fabricou o Romi-Isetta, o primeiro automóvel produzido em série no Brasil, em 1956, história contada na história da Romi.
Fundada em 1948 em Pompeia (SP) pelo imigrante japonês Shunji Nishimura, a Jacto é a maior fabricante brasileira de pulverizadores agrícolas e uma das líderes mundiais no segmento. Produz pulverizadores autopropelidos, colhedoras de café e equipamentos de agricultura de precisão, e mantém a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, voltada à formação técnica.
A Stara, de Não-Me-Toque (RS), é uma das maiores fabricantes nacionais de máquinas agrícolas. Fundada em 1960, produz pulverizadores autopropelidos, distribuidores de fertilizantes, plantadeiras e sistemas de agricultura de precisão desenvolvidos internamente. A empresa é conhecida por ter lançado um dos primeiros pulverizadores autônomos do mundo.
O grupo Randon, de Caxias do Sul (RS), é o maior fabricante de implementos rodoviários da América Latina, com carretas, semirreboques e vagões ferroviários, e controla fabricantes de autopeças como Fras-le (materiais de fricção), Master (freios) e Suspensys (suspensões).
Também de Caxias do Sul, a Marcopolo é a maior fabricante de carrocerias de ônibus do Brasil e uma das maiores do mundo, com fábricas no Rio Grande do Sul, em outros estados e em vários países. É um dos maiores empregadores industriais da Serra Gaúcha. A história da Marcopolo conta essa trajetória.
A Schulz, de Joinville (SC), é a maior fabricante brasileira de compressores de ar industriais e também uma grande fornecedora de fundidos e usinados para a indústria automotiva. Fundada em 1963, exporta para dezenas de países e divide-se entre as unidades de compressores e de autopeças.
A Embraco, fundada em Joinville em 1971, tornou-se a maior fabricante mundial de compressores herméticos para refrigeração. Adquirida pela japonesa Nidec em 2019, opera hoje como Nidec Global Appliance, mantendo em Joinville a maior fábrica e o centro de desenvolvimento.
A finlandesa Metso, referência mundial em equipamentos de mineração e beneficiamento, mantém em Sorocaba (SP) uma de suas maiores fábricas fora da Europa, com britadores, peneiras, moinhos e revestimentos, além de centros de serviço próximos às grandes minas. Fornece para Vale, CSN, Anglo American e para o setor de agregados para construção.
O setor de máquinas e equipamentos brasileiro tem dois perfis claros. O primeiro é o das multinacionais que fabricam no país para atender ao agronegócio, à mineração e à construção, aproveitando a escala do mercado interno: CNH, John Deere, AGCO, Caterpillar, Komatsu e Metso. O segundo é o de grupos nacionais que nasceram em polos industriais específicos e se especializaram até dominar um nicho: WEG em motores, Romi em máquinas-ferramenta, Jacto e Stara em pulverização, Randon e Marcopolo em implementos e carrocerias, Schulz e Embraco em compressores.
Para a automação industrial, essas empresas são clientes e fornecedoras ao mesmo tempo. Compram robôs, células de usinagem e sistemas de controle para suas fábricas, e entregam ao mercado máquinas cada vez mais conectadas, com telemetria, controle eletrônico e integração com sistemas de gestão.
A WEG, de Jaraguá do Sul (SC), é a maior fabricante brasileira de bens de capital, com receita líquida perto de R$ 38 bilhões em 2024 e produção de motores, acionamentos, transformadores e geradores.
CNH Industrial (Case IH e New Holland), John Deere e AGCO (Massey Ferguson e Valtra) dominam tratores e colheitadeiras. Entre as brasileiras, Jacto e Stara lideram em pulverizadores e agricultura de precisão.
A Romi, de Santa Bárbara d'Oeste (SP), fundada em 1930. Ela produz tornos, centros de usinagem e máquinas de injeção de plástico, e fabricou o primeiro automóvel produzido em série no Brasil, o Romi-Isetta.
A história da Ambev, criada em 1999 pela fusão de Brahma e Antarctica: a formação da AB InBev, as marcas, as fábricas e a automação das linhas de envase.
A história da Tigre, fundada em 1941 em Joinville por João Hansen Júnior: dos pentes aos tubos e conexões de PVC, expansão pelas Américas e automação.
Guia dos principais prêmios da indústria brasileira: Prêmio Nacional de Inovação, Prêmio Finep, Melhores em Gestão, honrarias da ISA e Prêmio Automação.