30 anos do OPC: como o padrão resolveu a conversa entre sistemas industriais
Em 1996 nasceu o padrão OPC. Entenda como ele resolveu a troca de dados entre sistemas industriais e o caminho até o OPC UA.

Um caso divulgado em setembro mostra, com números, o que a inteligência artificial aplicada ao controle de processos já entrega na indústria pesada. Na planta de Nanyo, da japonesa Tokuyama, o sistema ABB Expert Optimizer levou a operação a um novo patamar de automação.
Segundo a ABB, o Expert Optimizer alcançou:
São ganhos que, em processos contínuos e intensivos em energia como o cimento, se convertem diretamente em custo e em estabilidade de qualidade.
O Expert Optimizer é um sistema de controle avançado de processos (APC). Ele fica acima do controle básico (DCS/CLPs) e usa modelos — combinando conhecimento de processo e aprendizado a partir de dados — para ajustar continuamente as variáveis de operação, mantendo o moinho o mais próximo possível do ponto ótimo.
Na prática, isso reduz a variabilidade entre turnos e operadores: em vez de cada operador conduzir o processo do seu jeito, o sistema padroniza as decisões de rotina e chama a atenção humana só quando há exceção.
O caso reforça uma tendência central da automação em 2026: a IA saindo do painel de análise e entrando na malha de controle. Para a indústria brasileira, o recado prático é que os maiores retornos costumam vir de processos onde já existe instrumentação e dados — o software de otimização aproveita o que a planta já mede.
Fonte: divulgação de resultados do ABB Expert Optimizer na planta de Nanyo (Tokuyama), noticiada em setembro de 2026.
É uma camada de software que atua acima do controle básico (CLPs/DCS) e ajusta continuamente as variáveis do processo para manter a operação no ponto ótimo, reduzindo variabilidade, energia e intervenções manuais.
Não. Ela reduz o número de ações manuais e padroniza as decisões de rotina; o operador passa a supervisionar e a tratar exceções, ganhando tempo para o que exige julgamento humano.
O princípio vale para processos contínuos e intensivos em energia (cimento, química, papel, mineração). O retorno depende da qualidade dos dados e da instrumentação já instalada.
Em 1996 nasceu o padrão OPC. Entenda como ele resolveu a troca de dados entre sistemas industriais e o caminho até o OPC UA.
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