quinta, 17 de setembro de 2026 Automação industrial e tecnologia para a indústria
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Como escolher um encoder rotativo para a sua aplicação

Por Redação ·

Como escolher um encoder rotativo para a sua aplicação

Encoders rotativos convertem movimento angular em sinal elétrico e são a base da maioria dos sistemas de posicionamento, velocidade e contagem em automação industrial. Escolher o modelo certo evita retrabalho, falhas de referenciamento e custos desnecessários com componentes superdimensionados.

Incremental ou absoluto: qual usar

O encoder incremental gera uma sequência de pulsos conforme o eixo gira. A partir desses pulsos, o controlador calcula posição, velocidade e sentido de rotação, mas essa contagem é relativa: se a alimentação cair ou o CLP reiniciar, a referência de posição se perde e a máquina precisa executar uma rotina de homing antes de retomar a operação. É a escolha natural quando o processo tolera essa reinicialização e quando o custo é um fator relevante, como em esteiras, ventiladores e acionamentos onde apenas velocidade importa.

O encoder absoluto, por sua vez, atribui um código único a cada posição do eixo dentro de uma volta (single-turn) ou ao longo de múltiplas voltas (multi-turn). Isso significa que, a qualquer momento, mesmo após um religamento, o sistema já sabe exatamente onde o eixo está, sem precisar buscar uma referência. É indicado para eixos de posicionamento crítico, como eixos de máquinas CNC, pórticos, guindastes e qualquer aplicação em que a perda de posição representa risco ou parada de produção.

Resolução e dimensionamento

A resolução do encoder incremental é expressa em PPR (pulsos por rotação). Para dimensionar corretamente, é preciso calcular o menor deslocamento linear ou angular que o processo exige e converter isso em pulsos por volta, considerando também a relação de transmissão mecânica entre o encoder e o eixo real do processo. Um erro comum é escolher uma resolução alta demais, o que gera frequência de pulso elevada e pode exigir cartões de contagem mais rápidos ou cabos com melhor blindagem.

No encoder absoluto, a resolução é dada em bits: um encoder single-turn de 12 bits, por exemplo, distingue 4096 posições em uma volta. Para aplicações multi-turn, soma-se a resolução de giro com os bits que contam o número de voltas completas, permitindo rastrear posição linear em fusos e guias de grande curso.

Tipos de saída e comunicação

Montagem e erros comuns

A escolha entre eixo sólido e eixo vazado (oco) depende da forma de acoplamento disponível na máquina. O eixo sólido exige um acoplamento flexível para absorver pequenos desalinhamentos entre o encoder e o eixo do processo; sem esse acoplamento, vibração e desalinhamento angular reduzem drasticamente a vida útil dos rolamentos internos. O eixo vazado é montado diretamente sobre o eixo do processo, dispensando acoplamento, mas exige atenção ao torque de fixação e a um sistema antirrotação adequado.

Entre os erros mais comuns estão: ignorar a classificação de proteção (IP) exigida pelo ambiente, especialmente em locais com poeira ou lavagem constante; não blindar ou aterrar corretamente o cabo do encoder, o que gera leituras espúrias em ambientes com inversores de frequência; e subdimensionar a resolução em aplicações de alta velocidade, resultando em perda de pulsos. Verificar a frequência máxima de resposta do encoder frente à rotação máxima do eixo é indispensável antes da instalação definitiva.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre encoder incremental e absoluto?

O incremental gera pulsos a cada fração de giro e perde a posição se faltar energia, exigindo referenciamento. O absoluto informa a posição real do eixo a cada instante, mesmo após desligar e religar o sistema.

O que é resolução de um encoder?

É a quantidade de posições distintas que o encoder consegue identificar por volta, expressa em PPR (pulsos por rotação) no incremental ou em bits no absoluto. Quanto maior o número, mais fino é o menor movimento detectável.

Como escolher o tipo de saída do encoder?

Depende da distância até o controlador e da imunidade a ruído necessária: push-pull ou NPN/PNP para ligações curtas e simples, line driver RS-422 para longas distâncias, e protocolos absolutos como SSI quando é preciso comunicar posição digital diretamente.

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