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Robôs industriais: tipos, aplicações e as marcas mais usadas no Brasil

Por Redação ·

Robôs industriais: tipos, aplicações e as marcas mais usadas no Brasil

Robôs industriais são manipuladores programáveis, com três ou mais eixos, usados para executar tarefas repetitivas ou perigosas na produção com precisão e velocidade constantes. Os tipos principais são o articulado, o SCARA, o cartesiano, o delta e o colaborativo, além dos robôs móveis para movimentação de materiais. No Brasil, as marcas mais presentes nas fábricas são FANUC, ABB, KUKA e Yaskawa Motoman entre os robôs convencionais, e Universal Robots entre os colaborativos, com Kawasaki, Denso, Epson, Omron e Doosan ocupando nichos importantes.

Os tipos de robôs industriais

A classificação mais útil é pela geometria dos eixos, porque ela define o espaço de trabalho, a velocidade, a carga e, em consequência, o tipo de tarefa que o robô faz bem.

Robô articulado (antropomórfico)

É a imagem mental que quase todo mundo tem de um robô industrial: um braço com juntas rotativas, geralmente seis eixos, que imita a mobilidade de um braço humano. Alcança praticamente qualquer posição e orientação dentro do seu raio de ação, o que o torna o tipo mais versátil. As cargas vão de poucos quilos até mais de uma tonelada nos modelos de grande porte. É o padrão em solda a ponto e a arco, pintura, manuseio de peças pesadas, paletização e carga e descarga de máquinas.

Robô SCARA

O SCARA (Selective Compliance Assembly Robot Arm) tem dois ou três eixos rotativos no plano horizontal e um eixo vertical linear. Ele é rígido na vertical e flexível na horizontal, o que o torna extremamente rápido e preciso em movimentos do tipo "pegar e colocar" e em inserção de componentes. É muito usado em montagem eletrônica, aparafusamento, encaixe de peças pequenas e embalagem de itens leves.

Robô cartesiano (ou gantry)

Move-se em três eixos lineares perpendiculares (X, Y e Z), como uma ponte rolante em miniatura ou uma grande estrutura de pórtico. É simples de programar, tem grande área de trabalho e suporta cargas elevadas com boa precisão. Aparece em carga e descarga de injetoras, paletização de grandes formatos, armazéns automáticos e aplicações de dispensação e corte.

Robô delta (ou paralelo)

Tem braços leves ligados a uma base fixa no alto, que movem uma pequena plataforma com velocidade altíssima. Sua carga é baixa, normalmente poucos quilos, mas ele consegue centenas de ciclos por minuto. É o robô típico de linhas de alimentos, farmacêuticas e de embalagem, pegando produtos de uma esteira em movimento com auxílio de visão artificial e colocando-os em caixas ou bandejas.

Robô colaborativo (cobot)

Projetado para trabalhar próximo de pessoas, com limites de força e velocidade, superfícies arredondadas e sensores que interrompem o movimento ao detectar contato. As cargas variam de poucos quilos até modelos recentes de 25 a 30 kg ou mais. Sua vantagem é a facilidade de programação e a implantação rápida em tarefas como paletização, tenda de máquinas CNC, aparafusamento, colagem, solda e inspeção. É importante lembrar que "colaborativo" descreve o robô, não a aplicação: uma garra afiada ou uma peça pesada pode tornar a célula perigosa, e a avaliação de risco continua obrigatória, conforme os requisitos da NR-12 para segurança de máquinas. Sobre o momento dessa categoria, veja a nova geração de cobots da Universal Robots.

Robótica móvel: AGV e AMR

Não são manipuladores, mas fazem parte da mesma conversa. O AGV (veículo guiado automaticamente) segue rotas fixas, definidas por fitas magnéticas, faixas no piso ou refletores. O AMR (robô móvel autônomo) navega livremente com sensores a laser e mapas, desviando de obstáculos e replanejando o trajeto. Ambos movem materiais entre estoque, produção e expedição.

Aplicações mais comuns

As marcas mais usadas no Brasil

O mercado brasileiro é dominado por fabricantes globais, que atuam por subsidiárias, distribuidores e integradores. Sem a pretensão de ranquear, estas são as marcas com presença efetiva nas fábricas do país:

O que considerar antes de comprar um robô

O robô em si costuma ser apenas uma parte do custo da célula. Garra, sensores, proteções, esteiras, visão, programação e integração com o CLP da linha somam, com frequência, valor igual ou superior ao do manipulador. Por isso, escolher bem quem vai projetar e integrar a célula pesa tanto quanto a marca do robô; nosso guia sobre como escolher um integrador de automação detalha os critérios.

Outros pontos a levantar no início do projeto:

Robôs industriais deixaram de ser exclusividade de montadoras. Com cobots acessíveis e integradores em todo o país, eles chegaram à metalmecânica de médio porte, à indústria de alimentos e a pequenas fábricas. Entender tipos, aplicações e marcas é o primeiro passo para escolher a solução certa.

Fontes e referências

Perguntas frequentes

Quais são os tipos de robôs industriais?

Os principais são o articulado (ou antropomórfico, de seis eixos), o SCARA, o cartesiano (ou gantry), o delta (ou paralelo) e o colaborativo (cobot). Os robôs móveis autônomos (AMR) e os veículos guiados (AGV) completam o quadro na movimentação de materiais.

Qual é a diferença entre robô industrial e robô colaborativo?

O robô industrial convencional trabalha em alta velocidade e carga dentro de uma célula isolada por proteções. O colaborativo é projetado para dividir o espaço com pessoas, com limites de força e velocidade e sensores que o param ao contato, o que reduz a necessidade de barreiras, mas exige avaliação de risco da aplicação completa.

Quais marcas de robôs industriais são mais usadas no Brasil?

FANUC, ABB, KUKA e Yaskawa Motoman dominam os robôs articulados de médio e grande porte. Universal Robots lidera em cobots, e Kawasaki, Denso, Epson, Omron e Doosan têm presença em nichos como SCARA, montagem eletrônica, delta e colaborativos de maior carga.

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